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Previsão de demanda: como ela pode ajudar na área da saúde?

A previsão de demanda trata-se, basicamente, do uso de dados e análises para antecipar as demandas futuras do seu estoque. Por ser uma previsão precisa, a qual se baseia em dados concretos, ela é um importante componente dentro das estratégias da sua instituição: gera mais fluxo de caixa, permite o uso inteligente do espaço de armazenagem, contribui para um melhor planejamento orçamentário, bem como para reduzir custos de estoque. O que, por sua vez, resulta em operações mais eficazes e clientes mais satisfeitos.

A área da saúde apresenta demandas diversas e únicas quando comparada a outros setores. Para essas instituições, a previsão de demanda de estoque depende não só das necessidades dos clientes, mas também dos profissionais que prestam serviço a esses pacientes. Além disso, a maior preocupação está no fato de que apresentar falhas no controle desses suprimentos leva a consequências muito mais graves do que perdas financeiras.

O objetivo da previsão de demanda para instituições de saúde é criar uma cadeia de fornecimento capaz de manter médicos supridos e pacientes com as necessidades sempre atendidas. À medida que, ainda, limita o estoque a uma disponibilidade capaz de atender a contingências, sem gerar desperdício.

Contudo, apesar dos desafios, as estratégias de previsão utilizadas em outros setores de atuação podem ser aplicadas à área da saúde se a metodologia for adaptada corretamente. Levando em consideração seus objetivos e necessidades – bastante únicos. Dessa forma, os mesmos benefícios são obtidos.

Métodos de Previsão de Demanda

Após a especificação de objetivos, além da definição de uma perspectiva de tempo para a previsão, o método para executá-la pode ser definido. Existem diversos métodos, os quais podem ser divididos em duas categorias: a dos métodos qualitativos e a dos métodos quantitativos.

Métodos quantitativos

O método quantitativo faz uso da matemática e da estatística, baseando-se na análise do histórico da sua empresa, de modo identificar padrões que auxiliem na previsão de demanda futura. Dentro dessa categoria, existem diferentes tipos de aproximação para a realização da análise: as causais e temporais.

Métodos qualitativos

Os métodos qualitativos, ao contrário dos quantitativos, não fazem uso da ciência para a sua previsão, mas de avaliações e análises feitas por especialistas. O seu resultado tende a ter uma precisão menor. Por isso, as instituições que recorrem a esses métodos geralmente não contam com dados nos quais se apoiar para uma análise estatística acurada. Alguns deles são: pesquisa de mercado, método Delphi, pesquisa de clientes, júri de executivos etc.

Utilizando dados de maneira significativa

Apesar de ser recomendada a combinação dos dois tipos, o mais indicado e importante para a área da saúde é o método quantitativo de previsão de demanda. Esse tipo de previsão é possível apenas com o uso de tecnologias da informação.

Quais produtos estão sendo utilizados? Medicamentos estão expirando nas prateleiras? A sua empresa está perdendo dinheiro com inventário? Onde? Se você for capaz de responder a essas perguntas, a sua organização está no caminho certo. Caso contrário, existem diversas tecnologias de informação disponíveis e que podem auxiliar o seu negócio a compreender esses e outros muitos aspectos fundamentais!

Apesar de existir variações causadas por casos emergenciais, clínicas e hospitais contam com a vantagem do agendamento dos pacientes. Isso significa que essas instituições têm um controle maior sobre o número de pessoas que passam pelas suas instalações diariamente, facilitando assim a previsão de demanda dos clientes.

Então, se sua empresa já faz uso da automação para otimizar processos, o verdadeiro desafio deixa de ser a coleta de informações. A pergunta principal passa a ser: você tem acesso a esses dados de modo a utilizá-los de maneira significativa?

Integração de sistemas de informação

Muitos hospitais e clínicas contam com sistemas automatizados para rastrear eventos médicos, diagnósticos, compras, satisfação de seus pacientes, contas a pagar, reembolsos, preferências da equipe cirúrgica, entre outras informações. Afinal, um método manual de controle dificilmente daria conta de uma quantidade tão grande e complexa de dados.

Nesses casos, portanto, o maior desafio das instituições de saúde não é a falta de informações nas quais basear previsões de demanda de suprimentos. A maior falha está na falta de integração dos dados que já estão disponíveis e continuam a ser coletados – e desperdiçados – diariamente. Os dados são geralmente armazenados em diversos sistemas de informação, que não possuem qualquer tipo de comunicação significativa entre si.

Tendo isso em vista, para impedir a ocorrência de cenários onde a negligência é constante devido à falta de controle, é imprescindível a utilização de métodos sofisticados de previsão de demanda, que se baseiam em dados integrados e entregam resultados precisos para uma gestão de estoque eficiente.