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5 melhores indicadores de estoque para um hospital

Quando o inventário do hospital não é cuidadosamente monitorado por meio de indicadores, o estoque passa a ser um fator bastante problemático para a instituição. A menos que se faça esse acompanhamento continuamente, encolheremos os lucros e cresceremos com as compras não planejadas e perdas de produtos.

Neste artigo reunimos alguns dos principais indicadores de estoque para adotar em hospitais. Não deixe de conferir!

1. Giro de estoque

O primeiro indicador que veremos é o giro de estoque. Por meio dele podemos verificar quantas vezes o inventário foi renovado durante o ano, dividindo o uso total pelo estoque médio em um determinado período.

Caso tenha muitos itens disponíveis, sua taxa de rotatividade de estoque será baixa, o que indica que a quantidade de procedimentos realizados é menor do que o previsto. Isso significa que é hora de reduzir seus níveis de estoque para corresponder à queda nos procedimentos, abrindo a necessidade de revisitar o planejamento de compras da instituição.

Por outro lado, se houver um volume muito baixo de estoque, sua taxa de rotatividade começará a subir, o que sinaliza que é necessário começar a manter um estoque maior de determinados itens já que há uma demanda maior para eles.

Portanto, a partir desse indicador, é possível avaliar a qualidade do estoque, nível de serviço, práticas de compras e o gerenciamento do estoque. Quanto maior é o giro de estoque de um negócio, maiores serão os lucros alcançados. Isso demonstra a capacidade do hospital de atender às demandas dos pacientes e da instituição.

2. Acuracidade de inventário

Geralmente o inventário é um dos maiores consumidores de capital de uma empresa. Por isso, não podemos deixar de controlá-lo com precisão. E a melhor maneira para se fazer isso é comparar os itens em estoque com aqueles que estão registrados no banco de dados. Quanto mais próximo a 100% for o resultado, melhor. Caso a acuracidade esteja muito abaixo, você deverá ficar atento.

Assim, é essencial saber quais produtos estão armazenados, onde estão, data de validade e histórico de saída de cada um.

3. Perdas no estoque

Ver o capital sendo desperdiçado devido a perdas no estoque é, sem dúvida, um dos grandes problemas enfrentados pelas empresas e o qual se deseja a todo custo evitar. Essa perda pode ocorrer por diversos fatores e decisões falhas durante a gestão do estoque. Alguns deles são:

– Excesso de estoque;
– Armazenamento inadequado;
– Medicamentos vencidos;
– Equipamentos ultrapassados;
– Falhas durante a movimentação.

Para manter esse indicador o menor possível, é fundamental que os dados de estoque estejam sempre atualizados e bem organizados. Manter uma gestão eficiente de inventário é necessário para tomadas de decisões e investimento em melhorias para otimização dos processos.

4. Custo de estoque

O custo de estoque é um indicador que mede o custo médio que uma empresa tem ao manter o armazenamento do seu inventário em um determinado período de tempo. Ocupando o espaço de depósito, um negócio tem uma série de custos, tais como movimentação, segurança, impostos, armazenamento, custos com funcionários, custos com retenção ou substituição de itens etc.

Tendo essa informação como base, o hospital pode descobrir quanto lucro o estoque atual realmente trará. Isso permite que se tome medidas para otimizar a margem de lucro, aplicando mudanças, encontrando maneiras mais eficientes de gerir o estoque, negociando com fornecedores, etc.

Confira outro de nossos artigos onde damos 5 dicas de como controlar gastos!

5. Ponto de pedido

O indicador de estoque de ponto de pedido orienta você sobre quando é necessário realizar um novo pedido junto ao fornecedor para impedir que haja problemas com desabastecimento. Se você não conseguir fazer os pedidos corretamente, o serviço prestado aos pacientes, assim como as operações diárias, serão prejudicados.

O cálculo é realizado ao se multiplicar consumo médio diário x tempo para reposição do item x estoque de segurança (geralmente 20% do total). Quando a quantidade resultante do cálculo for atingida, será necessário dar início ao processo de compras para que não haja qualquer risco de falta de suprimentos até que a entrega seja efetuada.

Os indicadores aqui vistos, assim como muitos outros, podem ser realizados manualmente. Mas alertamos para a dificuldade e baixa precisão desse método, propenso a erros humanos e à lentidão. Quanto mais você puder automatizar esses cálculos, mais fácil será gerar altas taxas de precisão e realizar uma gestão de estoque eficiente que atenda às necessidades dos pacientes e da instituição!