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5 erros comuns de uma gestão financeira hospitalar

A gestão financeira de um hospital exige bastante atenção. Até mesmo os pequenos erros podem ser bastante comprometedores, especialmente porque essas empresas lidam diretamente com o bem-estar de seus clientes.

Tendo isso em mente, identificamos alguns erros bem comuns dentro da gestão financeira de um hospital e os listamos abaixo para que você possa aboli-los de vez da sua organização!

1. Não atualizar o planejamento financeiro

O planejamento financeiro hospitalar é um dos aspectos mais importantes de uma gestão. Planejar o orçamento é a maneira mais eficaz de manter os negócios e as finanças no caminho certo. Contudo, não basta que seja planejado. É preciso que esses planos sejam colocados em prática e acompanhados constantemente. Afinal, com os desafios diários, perder o orçamento de vista não seria algo incomum.

Dessa maneira, a sua organização tem:

– Controle sobre as finanças;
– Garantia de que se possa continuar a financiar despesas atuais;
– Uma gestão financeira hospitalar baseada em decisões seguras;
– Garantia de dinheiro suficiente para projetos futuros.

Portanto, é por causa de uma gestão financeira hospitalar eficiente que se pode controlar bem o fluxo de caixa, permitindo também que se invista em novas oportunidades no momento apropriado. Além disso, um planejamento atualizado garante que seu hospital esteja sempre preparado para lidar com gastos extras decorrentes de imprevistos. Com isso, a saúde financeira da instituição não é prejudicada.

2. Manter equipes desqualificadas

Empresas que não oferecem treinamento de qualidade para funcionários – sejam eles novos ou não – prejudicam não apenas o desenvolvimento individual desses colaboradores, mas também o desenvolvimento do próprio negócio.

Investir em capacitação profissional garante que a instituição conte com uma força de trabalho competente e motivada. Caso contrário, os funcionários podem apresentar dificuldade em atender aos padrões necessários. O resultado evidente é que eles sejam forçados a aprender por tentativa e erro ou copiando as ações de outros colegas de trabalho – o que tampouco garante que ele passe a fazer bem o seu trabalho.

Quando o desempenho das equipes está abaixo do ideal não é apenas a moral desses funcionários que é prejudicada – e consequentemente sua produtividade. Isso também afeta negativamente todo o negócio. Por essa razão, ao se desconsiderar os treinamentos durante a gestão financeira, o hospital não estará economizando. Muito pelo contrário.

Além disso, processos de contratação de pessoal são custosos e não há garantia de que a pessoa selecionada seja uma boa opção para sua empresa. Por isso, é muito mais caro tentar contratar talentos externos do que investir na equipe que já faz parte da sua instituição.

3. Não produzir relatórios eficientes de produtos em estoque

Os itens do estoque hospitalar representam um dos maiores gastos que sua instituição terá. Controlar o inventário é essencial tanto para a eficiência das operações diárias quanto para se manter a lucratividade.

Quando um gestor financeiro conta com um relatório preciso dos materiais hospitalares armazenados, ele possui uma imagem precisa e atualizada dos níveis de estoque dos diferentes produtos.

Além disso, muitos dos itens presentes nos inventários em instituições da área da saúde são indispensáveis para garantir o bem-estar dos pacientes. O excesso de suprimentos, por outro lado, implica em custos desnecessários e também reduz os lucros.

Caso o hospital não tenha ciência do que armazena em seu inventário, esses produtos podem expirar e até mesmo serem retirados sem autorização. As perdas financeiras são, portanto, inúmeras e a empresa como um todo sai lesada.

Porém, considere adotar a geração de relatórios, assim como o monitoramento sobre níveis de estoque, automáticos, em vez de comprometer o tempo dos funcionários para que verifiquem os itens nas prateleiras ou no almoxarifado. Essa medida não prejudica a produtividade, é mais precisa e faz com que a gestão financeira do seu hospital controle melhor os gastos.

4. Não ter familiaridade com outras operações e processos

Muitas vezes, a gestão financeira é vista como algo isolado das demais atividades de um hospital, quando na verdade é parte integrante do todo. Consequentemente, tem-se uma visão limitada a respeito das operações – e se estas estão ou não recebendo o apoio de que necessitam para serem executadas com a eficiência necessária.

Isso é um verdadeiro obstáculo para muitas organizações. Em vez disso, deve-se interagir mais com as outras áreas do hospital. Entender mais sobre as operações, a rotina dos médicos e dos outros departamentos leva a uma comunicação mais eficiente. O que também facilita compreender por que e como cada departamento é parte integrante da instituição.

Além disso, esse envolvimento contribui para uma melhora significativa no controle de pagamentos, recebimentos, bem como de tudo que inclua a prestação de serviços e seus respectivos custos.

5. Negligenciar despesas de baixo valor

Muitas vezes a gestão financeira dos hospitais, e demais empresas, não presta a devida atenção a gastos menores (entre 10 a 500 reais). Costuma-se considerar apenas valores mais altos. Entretanto, esse é um grande problemas, pois uma despesa baixa pode se tornar rapidamente um valor alto demais. Dessa forma, acabam se tornando grandes problemas para a gestão financeira hospitalar, já que pesam sobre o orçamento previamente planejado.

Por isso, é essencial acompanhar todas as suas despesas – seja qual for seu valor – para que a organização tenha controle do que é gasto e como é gasto. Isso permitirá, como vimos, cumprir com o orçamento, alcançar objetivos e mesmo recuperar-se de possíveis prejuízos passados.