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5 principais erros na hora de armazenar seu material hospitalar

O armazenamento inapropriado de materiais hospitalares apresenta consequências desastrosas. Podendo comprometer a segurança dos funcionários, atrasar as operações ou mesmo levar ao desperdício de suprimentos. Por isso, é muito importante que os devidos cuidados sejam tomados para que ele seja feito da forma correta.

Porém, antes de mais nada, é importante pontuar que a sua instituição deve ficar atenta às regras e normas que a fiscalização (ANVISA, Polícia Civil, AVCB) exige sobre o estoque desses materiais. Assim, essa deve ser a primeira preocupação do seu hospital no que diz respeito à armazenagem desses ítens.

Tendo isso em mente, vamos agora conhecer os 5 principais erros cometidos na armazenagem de materiais hospitalares.

1. Iluminação inadequada

Uma iluminação inadequada promove a ocorrência de acidentes, compromete a segurança dos funcionários, além de dificultar uma série de tarefas rotineiras que deveriam ser concluídas facilmente.

A iluminação do ambiente não costuma receber a devida atenção, mas a maneira como deve ser organizada depende de diversos fatores. O tamanho da estrutura, por exemplo, determinará a quantidade de lâmpadas que precisam ser usadas. Além disso, quando se trata do posicionamento, deve-se levar em conta a organização dos corredores do depósito, de modo a não criar pontos escuros.

Essas decisões não podem depender de suposições. Qualquer erro pode comprometer a segurança e o fluxo de trabalho. Ademais, não podemos deixar de considerar que muitos materiais hospitalares são frágeis e exigem um manuseio cuidadoso – o qual depende de uma iluminação apropriada.

Outro ponto importante que vale ser mencionado é o uso de luzes eficientes para que a conta de energia não represente um gasto tão alto para a sua empresa!

2. Temperatura imprecisa

Diferentes tipos de materiais hospitalares – principalmente medicamentos – demandam níveis específicos de temperatura e umidade para evitar deterioração, contaminação ou reações químicas perigosas. Por isso, é fundamental manter controle contínuo sobre as condições do depósito.

Uma boa ideia é fazer uso de termostatos inteligentes para que a temperatura seja regulada mais facilmente e de maneira remota. Assim, também será possível receber alertas caso haja algum problema de aumento ou queda de temperatura comprometedores.

3. Organização falha

Quando os materiais hospitalares do seu depósito estão bem organizados, cada produto é facilmente situado por possuir um local fixo. Permitir que tempo seja gasto por causa de uma organização falha não é nada inteligente, e a sua instituição perde facilmente o controle sobre o inventário. Ao contar com um sistema consistente de organização, o rastreamento dos produtos é feito sem dificuldade.

A organização pode ser feita de diferentes maneiras. Cabe à sua empresa selecionar a forma mais conveniente, capaz de melhor atender ao fluxo dos materiais hospitalares armazenados. Os itens podem ser organizados levando em conta, por exemplo, seu tamanho, a frequência de uso, a necessidade por armazenamento especial etc.

No caso da frequência de uso, muitas organizações aplicam curvas de análise para melhor gerir seus estoques. Há uma curva de análise denominada curva ABC que classifica o inventário de acordo com a importância do item para o negócio. Ou seja, faz-se uma segmentação de acordo com sua importância e frequência de uso. O grupo A é composto pelos produtos mais consumidos, já o grupo C apresenta um consumo baixo.

Ao realizar armazenamento baseado nessa classificação, a distância e o tempo de deslocamento podem ser reduzidos, pois os itens mais utilizados são armazenados próximos à entrada do depósito.

4. Negligenciar as especificidades dos materiais hospitalares

Cada produto possui características próprias e devem ser armazenados de acordo com critérios específicos, levando em consideração os seguintes parâmetros:

– Fragilidade;
– Oxidação;
– Corrosão;
– Combustibilidade;
– Volatilização;
– Intoxicação;
– Explosividade;
– Radiação;
– Inflamabilidade;
– Peso;
– Volume;
– Forma.

Não existe uma regra geral para a maneira como os materiais hospitalares são dispostos no seu depósito. É preciso avaliá-los individualmente segundo os aspectos vistos acima para que se possa escolher a alternativa mais conveniente de organização, como visto no tópico anterior.

5. Não monitorar os itens armazenados

Monitorar os suprimentos armazenados significa ter controle sobre eles e isso é algo fundamental em qualquer tipo de negócio, uma vez que os itens de um inventário – bem como sua manipulação – representam um grande custo para as instituições.

A imprecisão decorrente de uma gestão inadequada trará instabilidade e representará um grande risco para as operações diárias, já que a falta de determinados itens pode impossibilitar a realização de tarefas importantes. Isso é especialmente crítico em ambientes hospitalares, uma vez que a falta de material significa um grande risco para o bem-estar e mesmo a vida de pacientes. Além disso, medicamentos perecíveis esquecidos levam a desperdícios indesejáveis.

É imprescindível que exista uma relação precisa e atualizada de todo o material hospitalar armazenado no inventário da sua instituição. O gerenciamento eficiente da cadeia de suprimentos reduz gastos e torna os processos mais eficientes.

Seguindo essa linha de raciocínio, recomendamos que confira nosso post com os 5 melhores indicadores de estoque para um hospital. Assim, a sua instituição pode começar a ter um controle cada vez maior sobre os materiais hospitalares armazenados!